Quando tudo dá muito errado no começo da viagem...não desista!

10/05/2018

No último dia 22 de abril, após meses de espera, muitos estudos e planejamentos, eu, Adriana e Henry finalmente embarcamos para nossa viagem à Holanda.

Seria a segunda viagem internacional do nosso pequeno, agora com 2 anos e meio de idade. Mas como na primeira tivemos o suporte dos meus pais, que foram conosco, esta nova viagem seria mais desafiadora...Henry é super ativo e certamente nos daria muito trabalho, então a questão era: daríamos conta, apenas eu e a Adri?

Malas prontas, aquela empolgação típica do dia da partida, táxi e rumo a Guarulhos. Chegamos cedo, como sempre recomendo, fizemos o check-in e almoçamos já dentro da área de embarque, com vista para a pista. Henry estava super feliz e sabia desde meses antes que estava indo para a Holanda, como vivia repetindo.

À nossa frente, um pouco mais de duas semanas rodando o país e aproveitando o ápice do período das flores, com os típicos campos de tulipas holandeses sendo o objetivo principal da viagem.

Tudo ia muito bem, embarcamos no horário e nos instalamos na confortável cabine da Classe Executiva de um Airbus A330-300 da Iberia. Tão logo sentou em seu assento, Henry ganhou alguns carrinhos para brincar e se distrair durante o longo voo até Madri, onde faríamos conexão para Amsterdã.

Henry se comportou muito bem na decolagem e no começo do voo. Na hora do jantar, já um pouco irrequieto, não nos deixou comer com tranquilidade, mas tudo bem, sabíamos que haveria precalços. O tempo passou, a noite chegou e Henry caiu no sono...aproveitamos para também dormir e se preparar para a jornada dos dias seguintes. 

Mas foi aí que tudo começou. De repente, no meio da noite, cabine escura, todos os passageiros dormindo, Henry acorda chorando alto...um choro forte e ininterrupto...mamãe tentou acalmá-lo em seu colo, papai também...e nada...tentamos distraí-lo de tudo que é forma, mas nada funcionada...ele seguia chorando muito, às vezes chegando a gritar.  Não preciso nem dizer que acordou a todos no avião...rsss...e que eu, meio desesperado que sou, fiquei sem saber como lidar com isso....ainda bem que a Adri manteve a calma....rsss....demos remédio de dor a ele, e depois uma passageira se apresentou a nós como sendo pediatra (um anjo que caiu do céu naquele momento)....certamente Henry estava com dor de ouvido...demos também um Dramin, mas foram ainda muitos outros minutos de choro e momentos de muita angústia até que finalmente nosso pequeno acalmou. Juro, Henry chorou alto sem parar por mais de uma hora e meia!

Ok, imprevistos acontecem em todas as viagens, mas tinha de ser assim tão cedo? Bola prá frente...pousamos finalmente em Madri e aguardamos a conexão. Em frente ao nosso portão de embarque, um pequeno parquinho fez o Henry se entreter bastante ajudando na espera de 3 horas entre um voo e outro. Ponto positivo para o aeroporto espanhol por pensar em pequenos detalhes como esse, e que fazem grande diferença.

O voo até Amsterdã foi tranquilo, Henry dormiu e na chegada fizemos um bonito sobrevoo sobre boa parte do norte holandês. Pousamos antes do horário e, mesmo cansados com a maratona, estávamos empolgados em começar logo a passear. 

Desembarcamos e seguimos a pé pelos longos e intermináveis corredores do enorme aeroporto de Schiphol. Passamos pela Imigração e quando já estávamos chegando ao setor de retirada das bagagens, a Adriana de repente perguntou: cadê minha mochila do Corinthians?

Hã? Como assim cadê? Não está com você???

Não, não estava....ela a esqueceu no avião! Não tinha mais como voltarmos, então corremos ao setor de achados e perdidos do aeroporto e tentamos reportar o ocorrido, na esperança de termos a mochila de volta. Não tanto pela mochila, embora seja especial para nós por ser do Timão, mas muito mais pelo que tinha dentro....um iphone, cartão de crédito, RG, e algumas roupas. 

Que dor de cabeça meus amigos! 

Imagine você e sua esposa, com 4 malas grandes, duas malas de mão, uma mochila, um laptop e uma bicicletinha (sim, levamos a pequena bike do Henry junto), além de uma inquieta criança a tira-colo, correndo por um aeroporto enorme, com uma sucessão de orientações equivocadas, a procura do local correto para tentar recuperar a mochila perdida. Foi um verdadeiro inferno!

É, definitivamente a viagem começou muito mal! Rodamos e rodamos e rodamos e nada....não achamos a mochila, não achamos a pessoa certa a quem reportar o ocorrido e pior, ainda nos perdemos...rsss...Eu e o Henry de um lado, a Adriana sozinha de outro, totalmente desesperada...a ponto de pedir ajuda à polícia para finalmente nos localizar!

Depois de muito tentarmos e já exaustos com as fracassadas buscas, desistimos e fomos finalmente ao hotel. Tentamos virar a página e esquecer esse terrível dia. E não é que após este péssimo começo, os dias seguintes foram todos muito especiais e super bem aproveitados? 

A viagem foi muito boa, e depois reporto alguns detalhes e dicas. A mochila não foi encontrada, o cartão de crédito bloqueado e minha esposa, coitada, sem celular....e mesmo assim, foi tudo maravilhoso!

Portanto, que fique como aprendizado. Viagens vêm quase sempre acompanhadas de imprevistos, maiores ou menores. Faz parte do pacote! Mas não desista nem desanime com eles...a experiência de uma viagem é muito maior do que eventuais aborrecimentos passageiros!